quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dança: Mais do que simples movimento

A dança vem além de sua função artística, ela desenvolve a psicomotricidade (cognitivo físico e afetivo), ajudando na educação; auxilia no tratamento e prevenção de doenças, isto é, ela é “sinônimo” de saúde. Fazendo, assim, parte não só da área de arte, mas também da área de educação e de saúde.
Dentro da área de educação, a dança criativa ou educativa propícia aos alunos, segundo Débora Barreto, o autoconhecimento; as vivências de corporeidade; relacionamentos estéticos com outras pessoas e com o mundo; incentiva expressividade artística e humana; libera a imaginação, a criatividade; sendo uma forma de comunicação e de conhecimento, ajudando na formação dos cidadãos. A dança integra corpo e mente, trazendo aos alunos relações entre o mundo à sua volta e entre o mundo que existe dentro de si.
O professor fundamentado nos princípios da dança criativa proporciona ao aluno atividades que podem estimular, motivar, desenvolver e comunicar as idéias e movimentos; fazendo uma interação entre as crianças e o ambiente. Estas atividades estimulam a capacidade de solucionar problemas de maneiras criativas; desenvolvem a memória; o raciocínio; a socialização; auto confiança e auto estima; fazendo com que o individuo tenha uma melhor relação com ele próprio e com os outros. Os conhecimentos obtidos dentro desta sala de aula são levadas para a vida, pois o individuo é resultado de sua genética, do meio em que vive e das atividades que executa (GALLAHUE e OZMUN) Na área de saúde, a dança pode ajudar em várias situações, tanto na parte física quanto na parte emocional. Dentro de seus benefícios estão o controle de peso, aumento da força muscular, fortalecimento do tecido cognitivo, aumento da flexibilidade, diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, aumento da ventilação pulmonar, diminuição do estresse e da ansiedade, melhora a intenção muscular e insônia, melhora da auto estima, da coordenação motora; de ritmo; do raciocínio; da convivência social; da criatividade; dentro de outros fatores que ajudam o indivíduo a levar uma vida mais saudável.
A dança como arte, seja qual for seu estilo, traz ao publico além de lazer; uma nova forma de ver a vida, o mundo real e o mundo irreal; traz ao espectador o que as palavras não são capazes de dizer e o que somos capazes de sentir; a dança em si tem o poder de criar um mundo diferente da mente de cada espectador, e este mundo é capaz de gerar novas informações e conhecimentos para uma nova vida.
Não importa qual o estilo, se ela ta na escola, na rua ou no teatro, a DANÇA faz parte de nossas vidas, e se prestarmos um pouco mais de atenção nela e nos seus profissionais, veremos que sua contribuição sai de dentro das paredes de uma sala de aula e ultrapassa as linhas de um palco, levando para a sociedade uma contribuição infinita e de grande valor.

Miriam Lamas Baiak

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Diálogo entre a Dança e o Teatro na formação do adolescente em Abaetetuba- Projovem Adolescente

Dentro do projeto socioeducativo do governo federal projovem adolescente que atende jovens nas faixas etárias entre 15 a 17 anos em Abaetetuba, pude observar pela ótica de arte- educador (trabalhando a um ano e meio neste programa) que a arte esta compromissada em complementar a educação dos jovens (durante dois anos, tempo máximo de permanência de cada jovem no projeto) que se encontram ou não em estado de vulnerabilidade social e cujas famílias recebem “Bolsa família."
Numa incansável luta para integrar/dialogar os temas transversais (juventude e saúde, juventude e meio ambiente, juventude e trabalho, juventude e direitos humanos e socioassistências, juventude esporte e lazer e juventude e cultura; propostos pela equipe de articuladores deste programa) às práticas artísticas (dança, teatro, música, capoeira, artesanato, pintura e outros), pude compreender o quanto a arte, em especial a dança e o teatro, na minha prática como educador, transformou algumas posturas “anti- sociais” de meus alunos preparando-os melhor para o futuro tanto profissional quanto social.
No entanto, tendo que me adaptar a realidade de cada local em que trabalhei (o) encontrei(o) dentro da minha prática com a arte, um estranhamento por parte de alguns alunos em engressarem nas praticas tanto de dança quanto do teatro; os quais -alunos- utilizando-se de certos critérios de escolha- pré- conceito- criavam uma especie de barreira psicofisica às aulas.
 Visando amenizar este “problema” e tentando despertar nos meus alunos tanto o gosto pela dança quanto pelo teatro e ambos aliados aos temas transversais, resolvi adotar  métodos de improvisação que envolvesse esses dois gêneros artísticos, pois considerei que era necessário utilizar métodos lúdicos via jogos teatrais e exercícios de percepção corporal, para que, os jovens pudessem adquirir o gosto e a aptidão pelas artes cênicas.
Entre um devaneio e outro, percebi que esse problema que encontrei no meio de minha prática, além de me desafiar, poderia provocar "um diálogo acadêmico entre a dança e o teatro na formação do aluno do/no projovem adolescente". E, assim, partindo para o campo da pesquisa encontrei alguns estudiosos que poderiam me ajudar a resolver isto, dentre eles destaco: o pai da dança-teatro Rodolf Laban, a bailarina, professora e educadora Isabel Marques e a bailarina Alemã Pina Baush- difusora da dança teatro- que entre um conceito e outro ela me fez refletir sobre a seguinte fala “não me interesso porque os bailarinos se movem e, sim, o que faz eles se moverem”. Ou seja, nesta pesquisa não estou interessado no primeiro momento em saber o porque dos alunos terem esse estranhamento na escolha da prática artística e, sim, criar caminhos para responder as sequintes perguntas: Quais as contribuições que a dança e o teatro trazem ou troxeram para estes jovens? Como eles percebem a dança dentro do projovem?etc.
Devido a estas questões e pensando no meu projeto de pesquisa, fui tecendo aos poucos este racíocinio que mesmo inacabado me fazem pensar num futuro próximo no meu TCC(Trabalho de Conclusão de Curso). Além disso, estou propondo neste texto um diálogo fecundo com outros colegas pesquisadores e, sobretudo,com os leitores que entrarem em contato com este príncipio de pesquisa.
Heberton Lobato

                                                                        

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A arte de pesquisar: um relato de experiência na disciplina metodologia em arte

No primeiro encontro da disciplina " Metodologia de Pesquisa em Arte" ministrada pela prof Wlad Lima, os alunos da terceira turma de Licenciatura em Dança da UFPA( Universidade Federal do Pará) e entre eles estou incluso, puderam perceber o quando é tentador e difícil os caminhos da pesquisa e o quando ela requer muita dedição por parte daqueles que querem ser reconhecidos no campo da arte, em especial o da dança. Como diria Charles Chaplin "A persistência é o caminho do êxito" e, mais, que "A vida é um teatro do acaso. É preciso cantar, chorar, dançar... para que as cortinas não se fechem sem aplausos". Precisamos estar diariamente atentos tanto ao trabalho de pesquisa quanto a linha fina - detalhes- que passa por entre o empírico e o téorico, do popular ao erudito, do cotidiano ao extra-cotidiano( Eugênio Barba) para que exerçamos efetivamente o nosso papel de pesquisadores- educadores.
Ademais, com base nesses estímulos de estar atentos à pesquisa foi possível responder alguns questionamentos propostos à turma, dentre eles podemos destacar: Quem produz dança na cidade de Belém? Quais os espaços em que ela é produzida- difundida? Quais as entidades incentivadoras da dança no estado do Pará? Quais as entidades que defendem os direitos da dança no estado? etc. Dentre as inúmeras respostas e relatos dados pelos alunos e professora, fui revendo o quando todos nós- produtores e articuladores da dança no Pará- precisamos estar unidos para difundir a dança e a arte como um todo dentro da região amazônica.
 E para que isso ocorra, os artistas graduados ou não em dança precisam ocupar seu lugar no contexto das artes cênicas, e aí vem a seguinte pergunta, Como? Como diz Toquinho " vamos ter que cuidar bem desse país", nós como artistas vamos ter que cuidar bem de nossas pesquisas para que se tornem reais e não útopicas diante da sociedade.
Portanto, podemos destacar nesse primeiro momento que a pesquisa, a dedicação e o amor a dança são algumas metas e compromissos desses novos educadores que visam educar de uma forma diferente.
Heberton Lobato


Wlad Lima e alunos de dança 2010

Alunos de dança 2010

Fotos: Heberton Lobato