segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Diálogo entre a Dança e o Teatro na formação do adolescente em Abaetetuba- Projovem Adolescente

Dentro do projeto socioeducativo do governo federal projovem adolescente que atende jovens nas faixas etárias entre 15 a 17 anos em Abaetetuba, pude observar pela ótica de arte- educador (trabalhando a um ano e meio neste programa) que a arte esta compromissada em complementar a educação dos jovens (durante dois anos, tempo máximo de permanência de cada jovem no projeto) que se encontram ou não em estado de vulnerabilidade social e cujas famílias recebem “Bolsa família."
Numa incansável luta para integrar/dialogar os temas transversais (juventude e saúde, juventude e meio ambiente, juventude e trabalho, juventude e direitos humanos e socioassistências, juventude esporte e lazer e juventude e cultura; propostos pela equipe de articuladores deste programa) às práticas artísticas (dança, teatro, música, capoeira, artesanato, pintura e outros), pude compreender o quanto a arte, em especial a dança e o teatro, na minha prática como educador, transformou algumas posturas “anti- sociais” de meus alunos preparando-os melhor para o futuro tanto profissional quanto social.
No entanto, tendo que me adaptar a realidade de cada local em que trabalhei (o) encontrei(o) dentro da minha prática com a arte, um estranhamento por parte de alguns alunos em engressarem nas praticas tanto de dança quanto do teatro; os quais -alunos- utilizando-se de certos critérios de escolha- pré- conceito- criavam uma especie de barreira psicofisica às aulas.
 Visando amenizar este “problema” e tentando despertar nos meus alunos tanto o gosto pela dança quanto pelo teatro e ambos aliados aos temas transversais, resolvi adotar  métodos de improvisação que envolvesse esses dois gêneros artísticos, pois considerei que era necessário utilizar métodos lúdicos via jogos teatrais e exercícios de percepção corporal, para que, os jovens pudessem adquirir o gosto e a aptidão pelas artes cênicas.
Entre um devaneio e outro, percebi que esse problema que encontrei no meio de minha prática, além de me desafiar, poderia provocar "um diálogo acadêmico entre a dança e o teatro na formação do aluno do/no projovem adolescente". E, assim, partindo para o campo da pesquisa encontrei alguns estudiosos que poderiam me ajudar a resolver isto, dentre eles destaco: o pai da dança-teatro Rodolf Laban, a bailarina, professora e educadora Isabel Marques e a bailarina Alemã Pina Baush- difusora da dança teatro- que entre um conceito e outro ela me fez refletir sobre a seguinte fala “não me interesso porque os bailarinos se movem e, sim, o que faz eles se moverem”. Ou seja, nesta pesquisa não estou interessado no primeiro momento em saber o porque dos alunos terem esse estranhamento na escolha da prática artística e, sim, criar caminhos para responder as sequintes perguntas: Quais as contribuições que a dança e o teatro trazem ou troxeram para estes jovens? Como eles percebem a dança dentro do projovem?etc.
Devido a estas questões e pensando no meu projeto de pesquisa, fui tecendo aos poucos este racíocinio que mesmo inacabado me fazem pensar num futuro próximo no meu TCC(Trabalho de Conclusão de Curso). Além disso, estou propondo neste texto um diálogo fecundo com outros colegas pesquisadores e, sobretudo,com os leitores que entrarem em contato com este príncipio de pesquisa.
Heberton Lobato

                                                                        

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