segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MARUJOS

Este trabalho que teve como inspiração a Marujada de Bragança, foi pesquisado e coreografado no ano de 2007 em razão do EIDAP - Encontro Internacional de Dança do Pará, o qual foi premiado em 1º lugar no mesmo festival, na categoria duo contemporaneo. Tendo como enredo dois bebados na festa da Marujada, a pesquisa direcionada pelo coreógrafo Lindenberg Monteiro - professor de dança do SESC Doca Pará -  foi o ponto de partida para me estimular  na pesquisa em dança pós-moderna.
Registro este  fato, para mostrar que na pesquisa em Dança- Tangram ou, melhor, na pesquisa aplicativa do Tangram na dança pós-moderna, será preciso assim como em "Marujos" muita dedição, horas e horas de experimentação, leituras e escritas - corporal e manuscritas- para alcançar o êxito.




Bailarinos: Douglas Santos
Heberton Lobato
coreografia: Lindenberg Monteiro
SESC Cia de Dança, festival Dança Pará, 2007

domingo, 5 de dezembro de 2010

O hibridismo dos temas: segunda etapa de apresentação dos pré-projetos

Os projetos apresentados neste segundo dia foram bastante interessante devido a enorme diversidade de temas expostos, que tiveram como foco desde a inclusão dos portadores de síndrome de Down, a dança na corda do Círio de Nazaré, dança espontanea na liturgia, construção de figurinos específicos para a dança contemporanea até a relação de generos na dança de salão, respectivamente. Foi mara!!!!!

 Rafaela


 Jéssica


 Dani

 Deborah


Mariana

Fotos: Heberton Lobato

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dança- Tangram: o que é?


UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA ARTE
ESCOLA DE TEATRO E DANÇA
LICENCIATURA PLENA EM DANÇA
METODOLOGIA DE PESQUISA EM ARTE




HEBERTON DOS SANTOS LOBATO


                                      


RESUMO
          Pesquisa em arte, privilegiando a experimentação, na área de dança, encontrando-se teoricamente enquanto pesquisa dentro de conceitos que abordem a questão espacial - tanto interna quanto externa ao bailarino- e pós-moderna na dança. Visa encontrar estímulos para a composição coreográfica em dança pós-moderna através de desdobramentos do jogo do Tangram - quebra-cabeça chinês de origem milenar muito utilizado para ensinar a matemática-, buscando desenvolver durante dois anos de pesquisa, entre laboratórios e oficinas, exercícios que propicie o aprendizado e criação em dança.

PALAVRAS CHAVE: Dança-Tangram, Espaço, Jogo, Pós- moderno


















Apresentação dos slides do pré-projeto

Registrar um fato é importante, mas registrar uma conquista é muito mais importante. No primeiro dia (17/11) de apresentação dos slides dos pré-projetos foi essa a sensação - conquista - que tive quando acabei de expor o meu trabalho, pois através das críticas pude avaliar por onde estava caminhando a minha pesquisa e como proceder daí em diante. Além de mim, a aluna Brenda também apresentou seu pré-projeto tendo como foco de sua pesquisa a " Videodança".



Heberton Lobato

  
Brenda
      
 Turma de 2010

Wlad Lima

Fotos: Heberton Lobato




ENSAIO DO PRÉ- PROJETO: DANÇA- TANGRAM

 “o questionamento, a indagação, a compreensão da pesquisa, eis o caminho da criação; [...] a única coisa      que é possível fazer, dificílima, é ajudar os outros a formularem perguntas, suas próprias perguntas. Ao formularem as perguntas, estarão encaminhando-se para as possíveis respostas” (Ostrower, s.d.)

Durante o processo de escolha da temática que regeria o pré-projeto base para o meu trabalho de conclusão de curso (TCC) da Licenciatura Plena em Dança, deparei-me com esta frase que dizia de forma implícita, que este percurso para a escolha do tema não seria fácil. Descobri então, que teria que responder inúmeras respostas e transpor muitas barreiras internas- dúvidas, cansaço corporal - e externas- outras atividades acadêmicas- para chegar à escolha de um assunto que pudesse ser “inédito" ou, que pelo menos, possibilitasse sua dilatação para um futuro aprofundar em uma pós- graduação (especialização, mestrado ou doutorado).
As perguntas, que sempre me rodearam no percurso da pesquisa exploratória, foram tendo respostas, através de horas de diálogo com meus colegas de graduação, professores e familiares. Além deles, foram de suma importância para este ensaio os professores Eliana Pereira (a qual tive o meu primeiro contato com o quebra- cabeça que será estudado) e Adilson Maia Negrão (professor de matemática) ambos residentes em Abaetetuba, que através de suas contribuições- material bibliográfico, relatos de experiências- me ajudaram a decidir pelo objeto que será apresentado adiante neste texto.
Portanto, para melhor expor e clarear as idéias subdividi este ensaio em cinco tópicos, que darão uma visão geral acerca do que pretendo abordar como pesquisa, sendo que os itens estão dispostos em: como se deu a escolha do objeto de pesquisa, o que é o objeto, como pretendo abordá-lo por meio da dança e quais os estudiosos que serviram de embasamento teórico para este trabalho (este dois últimos tratados em um mesmo tópico).

Caminho das pedras: a descoberta do objeto de pesquisa

Qualquer ser humano quando se depara com algo “novo” que lhe tire de seu estado de inércia, ou seja, que questione seu estado de acomodação; e por mais passivo que esta pessoa seja; alguma coisa fará para encontrar a solução para o que lhe incomoda. Na vida, encontramos diversos obstáculos que tentaram nos desviar de nossos objetivos ou até impedir que os ultrapassássemos - nosso comodismo. Porém, para chegar às flores precisamos passar pelas pedras, assim como, para colher o trigo bom, precisamos separá-lo do joio.
Começo este tópico com essa reflexão para dizer que este trabalho foi desviado diversas vezes de seu caminho e por inúmeras razões, dentre elas falta de materiais-bibliográficos- suficientes para pesquisar, pouca ou nenhuma afinidade com o objeto proposto, dentre outros.
Entre as idéias que surgiram, a primeira que me chamou a atenção foi à relação entre dança e teatro cujo tema e sub-tema denominei “Entre a fantasia e a realidade: o diálogo socioeducativo entre a dança e teatro na formação juvenil”, o qual foi inspirado em minha prática como arte- educador em Abaetetuba, especificamente, trabalhando na localidade Tucumanduba, sendo a qual, me fez suscitar outra proposta que seria a de analisar “a prática do apanhador de açaí como performance”.
Não obstante, prossegui em busca de uma idéia que desse um norte diferente ao meu trabalho; foi então, que me lembrei de um quebra-cabeça chinês que teria utilizado para ministrar uma oficina de quadrilha junina e que me chamava à atenção pela variedade de formações geométricas que ele permitia. O jogo se chama Tangram e por meio dele me inspirei em outras relações para a dança (Tangram- Máscara- Dança, Tangram- Fotografia- Dança), mas que foram arquivadas para outras pesquisas, assim como as citadas acima, pela abrangência do assunto.
Chegando certa manhã na biblioteca da Escola de teatro e dança da UFPA, deparei-me com o livro “Dança, Sexo e Gênero” da bailarina e antropóloga Judith L. Hanna que me suscitou outra temática relacionada à dança e a homossexualidade, tema este que cheguei a levantar inúmeras questões. Estava quase convicto, mas desviei de novo o caminho. Foi então, que retomei a idéia de partir somente da relação Dança/Tangram.

Tangram: “uma invenção chinesa”



O Tangram é um quebra-cabeça chinês de origem milenar, praticado há muitos séculos em todo o Oriente. Ele expandiu-se rapidamente para além do seu país de origem, tornando-se muito popular na Europa e nos Estados Unidos.
Seu nome original: Tch’i Tch’ iao Pan, significa “tábua das sete sabedorias” ou “tábua das sete sutilezas”.
Tem inspirado a criação de muitos outros jogos, a partir dele, com as mesmas características. Ao contrário de outros quebra-cabeças ele é formado por apenas sete peças com formas geométricas resultantes da decomposição de um quadrado. Vejamos:

- dois triângulos grandes;
- dois triângulos pequenos;           
- um triângulo médio;
- um quadrado;
- um paralelogramo.
Com estas peças é possível criar e montar cerca de 1.700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros.

Uma lenda sobre o Tangram

Um jovem chinês despedia-se de seu mestre, pois iniciaria uma grande viagem pelo mundo. Nessa ocasião, o mestre entregou-lhe um espelho de forma quadrada e disse:
- Com esse espelho você registrará tudo o que vir durante a viagem para mostrar-me na volta.
O discípulo surpreso, indagou:
- Mas mestre, como poderá eu lhe mostrar tudo o que encontrar durante a viagem, com um simples espelho?
No momento em que fazia esta pergunta, o espelho caiu-lhe das mãos, quebrando-se em sete peças.
Então o mestre disse:
    Agora você poderá com essas sete peças, construir figuras para ilustrar o que viu durante a viagem.

Análise e composição coreográfica por meio do Tangram
          
Muitas pesquisas em Educação [em dança] Matemática indicam que atividades lúdicas ligadas a diversos tipos de jogos têm papel importante no desenvolvimento de habilidades necessárias ao aprendizado de [da dança] Matemática e à resolução de problemas em geral. O jogo, por sua vez, tem mostrado que permite diminuir bloqueios em alunos que temem a Matemática [e a dança] e sentem-se incapazes de aprendê-la”. (kaleff. s/d- ênfases minhas)

Assim como o jogo do Tangram, a dança também propícia uma aprendizagem através do lúdico, permitindo a pessoa desenvolver segundo Débora Barreto (citada por Mirian L. Baiak, 2008) “o autoconhecimento; as vivências de corporeidade; relacionamentos estéticos com outras pessoas e com o mundo; incentiva expressividade artística e humana; libera a imaginação, a criatividade; sendo uma forma de comunicação e de conhecimento, ajudando na formação de cidadãos”.
Além de estimularem a aprendizagem de forma prazerosa, pude perceber que a relação Dança-Tangram poderia me levar muito além, pois verifiquei que tudo que nos rodeia é regido e construído pelo/no espaço- tanto interno como externo ao bailarino- e que pela variedade de formações geométricas advindas do Tangram poderia analisar e criar inúmeras coreografias trabalhando com esse elemento.
    Proponho neste pré-projeto, mostrar como as formas geométricas planas do Tangram podem estar presentes nos laboratórios de composição coreográfica da Dança pós-moderna, estimulando o bailarino tanto internamente- criação do movimento- como externamente- configuração espacial. E a partir desses estudos , criar um espetáculo.
 Utilizo-me para tais fins, os conceitos de espaço de Rudolf Laban, além de abordar conceitos de teóricos importantes como Klauss Vianna, Renato Cohen e de outros pesquisadores, que respaldaram e fundamentaram a pesquisa e a prática deste trabalho, que tem basicamente a função de estudar a relação do espaço da dança- coreografia- e o espaço para a criação da dança- corpo do bailarino por meio do Tangram.
           Em síntese, finalizo este breve ensaio dizendo que o desfio de trabalhar a relação Dança/Tangram apenas está no início. Mas, apesar das poucas perguntas (internas a mim) que foram levantadas para o presente texto, fico feliz por conseguir despertá-las, porque sei que em um determinado momento irei responde- las.

Referências bibliográficas

Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento/ Maria Mommensohn e Paulo Petrella, organizadores. São Paulo: Summus, 2006.
Negrão, Adilson M. Textos selecionados sobre o Tangram. Abaetetuba: pesquisa exploratória, 2010.
Fernandes, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/ Bartenieff na formação e pesquisa em artes cênicas. 2ª edição- São Paulo: Annablume, 2008.
Baiak, Miriam L. Dança: + do que simples movimento. Revista Dança Brasil, fev. 2008.
Hanna, Judith Lynne. Dança Sexo e Gênero: signos de identidade, dominação e desejo/ Judith Lynne Hanna; tradução de Mauro Gama. – Rio de Janeiro, Rocco, 1999.   
Miller, Jussara. A escuta do corpo: a sistematização da técnica Klauss Vianna / Jussara Miller. – São Paulo: Summus, 2007.
Vianna, Klauss. A Dança / Klauss Vianna; em colaboração com Marco Antonio de carvalho. 5. Ed.- São Paulo: Summus, 2008.
Cohen, Renato. Work in progress na cena contemporânea: criação, encenação e recepção / Renato Cohen. – São Paulo: perspectiva, 2006. (estudos: 162)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

           III SEMINÁRIO DE DANÇA DA UFPA            201O
       HOMENAGEMARILENEADA
                      EMOÇÃO
                                                        IDEAL
                             LIBERDADE
                                   OLHAR CRÍTIC        
                                                                                                                
       DEBATENÇÃO

PARTICIDADÃOPAÇÃO
                                                              PERFORMANCES
CONQUISTAMOR
                                                          CRIATIVIADEORPO

ESPETÁCULOSHOW

PESQUNIÃOISA

COMUNIDADECAÇÃO

AREALIDADETE

PENSINOSQUISA

Fotos: Heberton Lobato


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Metodologia de Pesquisa em Arte


Perecer técnico da entrevista feita à aluna da terceira turma de licenciatura em dança da UFPA, PATRÍCIA RÉGIA LAGO DA COSTA, realizada no dia 15/09/2010 apartir das 10h10min da manhã na ETDUFPA (Escola de Teatro e Dança da UFPA).
Patrícia Régia, ingressante no curso de dança através do vestibular especial promovido pela UFPA em 2010, realizou o PLER (assim como outros alunos) nos meses de julho e agosto, com intuito de dar prosseguimento às disciplinas do segundo semestre que entraria em curso. Mostrando-se bastante interessada na difusão e produção cênica da dança no Pará, em especial na capital Belém, relatou que futuramente pretendera montar uma CIA. de Dança, em que ela possa ser pesquisadora e criadora, e que uma das características essências de sua CIA. será a de criar espetáculos, que possam ser levados para as comunidades mais distantes- periferia de Belém- com intuito de aproximar as várias faixas etárias do meio artístico.
Paralelo aos estudos, ela trabalha em tempo integral- manhã e tarde- na loja CeA, no shopping Pátio Belém. Por isso, segundo a mesma, só o interesse em aperfeiçoar seus conhecimentos na área acadêmica, não basta, pois no momento encontra-se num grande dilema, entre dedicar-se por completo ao curso ou trabalhar.
Além da universidade, do emprego e da falta de tempo, acrescentam-se em seu histórico, os oitos anos em que a entrevistada encontrou-se parada de qualquer atividade que trabalhe profundamente a dança. No entanto, apesar dos obstáculos, aos poucos revela que está procurando se aperfeiçoar, o que neste momento o faz por meio de uma “bolsa” de dança de salão, que recebeu dos professores do SESC-DOCA.
Não obstante, um dos pontos mais interessantes de sua entrevista, foi à revelação do seu futuro objeto de pesquisa. Inspirado nas pessoas com déficits auditivos, visuais, etc. esta visão de projeto, foi despertada, quando a mesma participou de um espetáculo de dança, que integrava em seu elenco pessoas com algumas necessidades especiais. E que, por isso, seu projeto acadêmico, terá como objetivo proporcionar a auto-estima dessas pessoas, além de incluí-las –futuramente- em seus espetáculos de dança.
Dentre esses fatos que foram relatados por Patrícia, proponho que a mesma procure se aperfeiçoar, porém, que não largue o emprego ou que procure outro (escolas públicas, academias de dança ou até mesmo trabalhar como bolsista, porém, remunerada) que tenha a dança como seu fazer, para que, possa conciliar o conhecimento acadêmico a sua práxis- prática. Assim, ela terá mais respaldado teórico-prático para desenvolver seus trabalhos artísticos em sua CIA. De dança e realizar com êxito e consistência o seu projeto de pesquisa com pessoas especiais.
Além de necessárias outras buscas fora da academia como curso complementares- para o projeto de pesquisa, é preciso que Patrícia feche seu foco de pesquisa em apenas uma categoria de pessoas especiais. Propondo a ela, neste perecer, que trabalhe as pessoas com déficits visuais, pois além do desafio de trabalhar com pessoas que não enxergam, ela poderá analisar outros pontos interessantes como a  audição, a percepção corporal de si e do outro, a percepção espacial e a autonomia, etc. das pessoas cegas. E que, isto tudo, pode ser aliado com a técnica de dança de salão, já que é a técnica que está mais presente no momento em sua vivência.
No geral, seus projetos são bastante interessantes e coerentes, no entanto, precisa de um trabalho árduo, começando pela procura de bibliografias especializadas nesse assunto- pois até o momento a mesma não tinha idéia-, encontrar ou elaborar estratégias para se obter o campo de pesquisa para a prática da dança com pessoas Cegas e acima de tudo encontrar tempo para fazer bem o que pretende.




quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dança: Mais do que simples movimento

A dança vem além de sua função artística, ela desenvolve a psicomotricidade (cognitivo físico e afetivo), ajudando na educação; auxilia no tratamento e prevenção de doenças, isto é, ela é “sinônimo” de saúde. Fazendo, assim, parte não só da área de arte, mas também da área de educação e de saúde.
Dentro da área de educação, a dança criativa ou educativa propícia aos alunos, segundo Débora Barreto, o autoconhecimento; as vivências de corporeidade; relacionamentos estéticos com outras pessoas e com o mundo; incentiva expressividade artística e humana; libera a imaginação, a criatividade; sendo uma forma de comunicação e de conhecimento, ajudando na formação dos cidadãos. A dança integra corpo e mente, trazendo aos alunos relações entre o mundo à sua volta e entre o mundo que existe dentro de si.
O professor fundamentado nos princípios da dança criativa proporciona ao aluno atividades que podem estimular, motivar, desenvolver e comunicar as idéias e movimentos; fazendo uma interação entre as crianças e o ambiente. Estas atividades estimulam a capacidade de solucionar problemas de maneiras criativas; desenvolvem a memória; o raciocínio; a socialização; auto confiança e auto estima; fazendo com que o individuo tenha uma melhor relação com ele próprio e com os outros. Os conhecimentos obtidos dentro desta sala de aula são levadas para a vida, pois o individuo é resultado de sua genética, do meio em que vive e das atividades que executa (GALLAHUE e OZMUN) Na área de saúde, a dança pode ajudar em várias situações, tanto na parte física quanto na parte emocional. Dentro de seus benefícios estão o controle de peso, aumento da força muscular, fortalecimento do tecido cognitivo, aumento da flexibilidade, diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, aumento da ventilação pulmonar, diminuição do estresse e da ansiedade, melhora a intenção muscular e insônia, melhora da auto estima, da coordenação motora; de ritmo; do raciocínio; da convivência social; da criatividade; dentro de outros fatores que ajudam o indivíduo a levar uma vida mais saudável.
A dança como arte, seja qual for seu estilo, traz ao publico além de lazer; uma nova forma de ver a vida, o mundo real e o mundo irreal; traz ao espectador o que as palavras não são capazes de dizer e o que somos capazes de sentir; a dança em si tem o poder de criar um mundo diferente da mente de cada espectador, e este mundo é capaz de gerar novas informações e conhecimentos para uma nova vida.
Não importa qual o estilo, se ela ta na escola, na rua ou no teatro, a DANÇA faz parte de nossas vidas, e se prestarmos um pouco mais de atenção nela e nos seus profissionais, veremos que sua contribuição sai de dentro das paredes de uma sala de aula e ultrapassa as linhas de um palco, levando para a sociedade uma contribuição infinita e de grande valor.

Miriam Lamas Baiak

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Diálogo entre a Dança e o Teatro na formação do adolescente em Abaetetuba- Projovem Adolescente

Dentro do projeto socioeducativo do governo federal projovem adolescente que atende jovens nas faixas etárias entre 15 a 17 anos em Abaetetuba, pude observar pela ótica de arte- educador (trabalhando a um ano e meio neste programa) que a arte esta compromissada em complementar a educação dos jovens (durante dois anos, tempo máximo de permanência de cada jovem no projeto) que se encontram ou não em estado de vulnerabilidade social e cujas famílias recebem “Bolsa família."
Numa incansável luta para integrar/dialogar os temas transversais (juventude e saúde, juventude e meio ambiente, juventude e trabalho, juventude e direitos humanos e socioassistências, juventude esporte e lazer e juventude e cultura; propostos pela equipe de articuladores deste programa) às práticas artísticas (dança, teatro, música, capoeira, artesanato, pintura e outros), pude compreender o quanto a arte, em especial a dança e o teatro, na minha prática como educador, transformou algumas posturas “anti- sociais” de meus alunos preparando-os melhor para o futuro tanto profissional quanto social.
No entanto, tendo que me adaptar a realidade de cada local em que trabalhei (o) encontrei(o) dentro da minha prática com a arte, um estranhamento por parte de alguns alunos em engressarem nas praticas tanto de dança quanto do teatro; os quais -alunos- utilizando-se de certos critérios de escolha- pré- conceito- criavam uma especie de barreira psicofisica às aulas.
 Visando amenizar este “problema” e tentando despertar nos meus alunos tanto o gosto pela dança quanto pelo teatro e ambos aliados aos temas transversais, resolvi adotar  métodos de improvisação que envolvesse esses dois gêneros artísticos, pois considerei que era necessário utilizar métodos lúdicos via jogos teatrais e exercícios de percepção corporal, para que, os jovens pudessem adquirir o gosto e a aptidão pelas artes cênicas.
Entre um devaneio e outro, percebi que esse problema que encontrei no meio de minha prática, além de me desafiar, poderia provocar "um diálogo acadêmico entre a dança e o teatro na formação do aluno do/no projovem adolescente". E, assim, partindo para o campo da pesquisa encontrei alguns estudiosos que poderiam me ajudar a resolver isto, dentre eles destaco: o pai da dança-teatro Rodolf Laban, a bailarina, professora e educadora Isabel Marques e a bailarina Alemã Pina Baush- difusora da dança teatro- que entre um conceito e outro ela me fez refletir sobre a seguinte fala “não me interesso porque os bailarinos se movem e, sim, o que faz eles se moverem”. Ou seja, nesta pesquisa não estou interessado no primeiro momento em saber o porque dos alunos terem esse estranhamento na escolha da prática artística e, sim, criar caminhos para responder as sequintes perguntas: Quais as contribuições que a dança e o teatro trazem ou troxeram para estes jovens? Como eles percebem a dança dentro do projovem?etc.
Devido a estas questões e pensando no meu projeto de pesquisa, fui tecendo aos poucos este racíocinio que mesmo inacabado me fazem pensar num futuro próximo no meu TCC(Trabalho de Conclusão de Curso). Além disso, estou propondo neste texto um diálogo fecundo com outros colegas pesquisadores e, sobretudo,com os leitores que entrarem em contato com este príncipio de pesquisa.
Heberton Lobato

                                                                        

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A arte de pesquisar: um relato de experiência na disciplina metodologia em arte

No primeiro encontro da disciplina " Metodologia de Pesquisa em Arte" ministrada pela prof Wlad Lima, os alunos da terceira turma de Licenciatura em Dança da UFPA( Universidade Federal do Pará) e entre eles estou incluso, puderam perceber o quando é tentador e difícil os caminhos da pesquisa e o quando ela requer muita dedição por parte daqueles que querem ser reconhecidos no campo da arte, em especial o da dança. Como diria Charles Chaplin "A persistência é o caminho do êxito" e, mais, que "A vida é um teatro do acaso. É preciso cantar, chorar, dançar... para que as cortinas não se fechem sem aplausos". Precisamos estar diariamente atentos tanto ao trabalho de pesquisa quanto a linha fina - detalhes- que passa por entre o empírico e o téorico, do popular ao erudito, do cotidiano ao extra-cotidiano( Eugênio Barba) para que exerçamos efetivamente o nosso papel de pesquisadores- educadores.
Ademais, com base nesses estímulos de estar atentos à pesquisa foi possível responder alguns questionamentos propostos à turma, dentre eles podemos destacar: Quem produz dança na cidade de Belém? Quais os espaços em que ela é produzida- difundida? Quais as entidades incentivadoras da dança no estado do Pará? Quais as entidades que defendem os direitos da dança no estado? etc. Dentre as inúmeras respostas e relatos dados pelos alunos e professora, fui revendo o quando todos nós- produtores e articuladores da dança no Pará- precisamos estar unidos para difundir a dança e a arte como um todo dentro da região amazônica.
 E para que isso ocorra, os artistas graduados ou não em dança precisam ocupar seu lugar no contexto das artes cênicas, e aí vem a seguinte pergunta, Como? Como diz Toquinho " vamos ter que cuidar bem desse país", nós como artistas vamos ter que cuidar bem de nossas pesquisas para que se tornem reais e não útopicas diante da sociedade.
Portanto, podemos destacar nesse primeiro momento que a pesquisa, a dedicação e o amor a dança são algumas metas e compromissos desses novos educadores que visam educar de uma forma diferente.
Heberton Lobato


Wlad Lima e alunos de dança 2010

Alunos de dança 2010

Fotos: Heberton Lobato