terça-feira, 5 de outubro de 2010

Metodologia de Pesquisa em Arte


Perecer técnico da entrevista feita à aluna da terceira turma de licenciatura em dança da UFPA, PATRÍCIA RÉGIA LAGO DA COSTA, realizada no dia 15/09/2010 apartir das 10h10min da manhã na ETDUFPA (Escola de Teatro e Dança da UFPA).
Patrícia Régia, ingressante no curso de dança através do vestibular especial promovido pela UFPA em 2010, realizou o PLER (assim como outros alunos) nos meses de julho e agosto, com intuito de dar prosseguimento às disciplinas do segundo semestre que entraria em curso. Mostrando-se bastante interessada na difusão e produção cênica da dança no Pará, em especial na capital Belém, relatou que futuramente pretendera montar uma CIA. de Dança, em que ela possa ser pesquisadora e criadora, e que uma das características essências de sua CIA. será a de criar espetáculos, que possam ser levados para as comunidades mais distantes- periferia de Belém- com intuito de aproximar as várias faixas etárias do meio artístico.
Paralelo aos estudos, ela trabalha em tempo integral- manhã e tarde- na loja CeA, no shopping Pátio Belém. Por isso, segundo a mesma, só o interesse em aperfeiçoar seus conhecimentos na área acadêmica, não basta, pois no momento encontra-se num grande dilema, entre dedicar-se por completo ao curso ou trabalhar.
Além da universidade, do emprego e da falta de tempo, acrescentam-se em seu histórico, os oitos anos em que a entrevistada encontrou-se parada de qualquer atividade que trabalhe profundamente a dança. No entanto, apesar dos obstáculos, aos poucos revela que está procurando se aperfeiçoar, o que neste momento o faz por meio de uma “bolsa” de dança de salão, que recebeu dos professores do SESC-DOCA.
Não obstante, um dos pontos mais interessantes de sua entrevista, foi à revelação do seu futuro objeto de pesquisa. Inspirado nas pessoas com déficits auditivos, visuais, etc. esta visão de projeto, foi despertada, quando a mesma participou de um espetáculo de dança, que integrava em seu elenco pessoas com algumas necessidades especiais. E que, por isso, seu projeto acadêmico, terá como objetivo proporcionar a auto-estima dessas pessoas, além de incluí-las –futuramente- em seus espetáculos de dança.
Dentre esses fatos que foram relatados por Patrícia, proponho que a mesma procure se aperfeiçoar, porém, que não largue o emprego ou que procure outro (escolas públicas, academias de dança ou até mesmo trabalhar como bolsista, porém, remunerada) que tenha a dança como seu fazer, para que, possa conciliar o conhecimento acadêmico a sua práxis- prática. Assim, ela terá mais respaldado teórico-prático para desenvolver seus trabalhos artísticos em sua CIA. De dança e realizar com êxito e consistência o seu projeto de pesquisa com pessoas especiais.
Além de necessárias outras buscas fora da academia como curso complementares- para o projeto de pesquisa, é preciso que Patrícia feche seu foco de pesquisa em apenas uma categoria de pessoas especiais. Propondo a ela, neste perecer, que trabalhe as pessoas com déficits visuais, pois além do desafio de trabalhar com pessoas que não enxergam, ela poderá analisar outros pontos interessantes como a  audição, a percepção corporal de si e do outro, a percepção espacial e a autonomia, etc. das pessoas cegas. E que, isto tudo, pode ser aliado com a técnica de dança de salão, já que é a técnica que está mais presente no momento em sua vivência.
No geral, seus projetos são bastante interessantes e coerentes, no entanto, precisa de um trabalho árduo, começando pela procura de bibliografias especializadas nesse assunto- pois até o momento a mesma não tinha idéia-, encontrar ou elaborar estratégias para se obter o campo de pesquisa para a prática da dança com pessoas Cegas e acima de tudo encontrar tempo para fazer bem o que pretende.




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